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Descrição do produto

A Problemática dos Quesitos no Tribunal do Júri apresenta uma análise técnica e inovadora sobre um dos temas mais relevantes do Direito Processual Penal contemporâneo. Escrita por Florence Rosa Faria dos Santos e publicada pela Editora Mizuno, a obra examina a natureza jurídica das nulidades decorrentes de irregularidades na formulação dos quesitos submetidos ao Tribunal do Júri, propondo uma reflexão consistente sobre seus impactos na validade dos julgamentos.

Com abordagem fundamentada na doutrina, na legislação, na jurisprudência e na evolução histórica do instituto, A Problemática dos Quesitos no Tribunal do Júri demonstra como a correta elaboração dos quesitos constitui elemento essencial para assegurar o devido processo legal, a plenitude de defesa e a efetividade das garantias constitucionais.

📜 Sinopse

O presente livro investiga a natureza jurídica das nulidades decorrentes de irregularidades na formulação dos quesitos submetidos ao Tribunal do Júri brasileiro. Parte-se do problema de pesquisa: vícios na quesitação constituem nulidades absolutas, reconhecíveis de ofício e insuscetíveis de convalidação, ou nulidades relativas, dependentes de demonstração de prejuízo concreto? A tese defendida sustenta que a quesitação possui natureza constitutiva: não serve para comunicar decisão previamente formada na consciência dos jurados, mas constitui o instrumento único através do qual essa decisão se forma validamente. Consequentemente, vícios quesitais não contaminam a decisão existente - impedem sua própria formação válida. A demonstração desenvolve-se em quatro capítulos: o primeiro examina a evolução histórica do Tribunal do Júri no Brasil com ênfase na centralidade progressiva da quesitação; o segundo e o terceiro analisam a estrutura normativa da quesitação, seus requisitos formais e materiais, e a função constitutiva do procedimento quesital; o quarto capítulo fundamenta a natureza absoluta das nulidades quesitais em três níveis complementares - dogmático, constitucional e garantista -, desenvolvendo crítica à jurisprudência relativizadora e analisando o caso paradigmático da Boate Kiss (REsp 2.062.459/RS). Conclui-se que o tratamento das irregularidades quesitais como nulidades absolutas decorre de necessidade lógica inerente à natureza constitutiva da quesitação, tornando inaplicável o princípio pas de nullité sans grief (“não há nulidade sem prejuízo”).

📌 Tópicos Abordados

  • A natureza constitutiva da quesitação
  • Vícios na formulação dos quesitos como nulidades absolutas
  • O princípio pas de nullité sans grief e os limites de sua aplicação
  • A pronúncia como fonte e limite dos quesitos
  • Requisitos de validade da quesitação

🔍 Detalhes Essenciais do Livro

Conteúdo técnico e aplicação prática

Ao longo da obra, Florence Rosa Faria dos Santos desenvolve uma pesquisa sólida sobre a formação da decisão no Tribunal do Júri, demonstrando que a quesitação possui função constitutiva e não meramente declaratória. Essa perspectiva oferece uma releitura consistente do regime das nulidades processuais, sustentando que falhas na formulação dos quesitos impedem a própria formação válida da decisão dos jurados.

O livro percorre a evolução histórica do Tribunal do Júri brasileiro, analisa detalhadamente a disciplina normativa da quesitação prevista no Código de Processo Penal, examina os requisitos formais e materiais para sua validade e apresenta fundamentos dogmáticos, constitucionais e garantistas que sustentam a natureza absoluta das nulidades quesitais.

A obra também promove análise crítica da jurisprudência recente, incluindo o julgamento do caso da Boate Kiss (REsp 2.062.459/RS), oferecendo ao leitor importantes reflexões sobre acesso à justiça, garantias fundamentais e segurança jurídica nos julgamentos pelo Tribunal do Júri.

🎯 Público-Alvo

Para quem este livro é indicado

A obra é destinada a advogados criminalistas, membros do Ministério Público, magistrados, defensores públicos, professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação em Direito, além de candidatos a concursos públicos que buscam aprofundamento em Direito Processual Penal e Tribunal do Júri. Também representa importante fonte de consulta para profissionais que atuam diretamente em sessões plenárias do júri e desejam compreender os aspectos técnicos relacionados à formulação dos quesitos.

❓ Perguntas Frequentes (FAQs)

  • O livro aborda apenas aspectos teóricos?
    Não. Além da fundamentação doutrinária, a obra analisa dispositivos legais, evolução histórica, entendimentos jurisprudenciais e casos concretos relevantes para a aplicação prática do tema.
  • O conteúdo trata das nulidades no Tribunal do Júri?
    Sim. O foco principal é o estudo das nulidades decorrentes de irregularidades na formulação dos quesitos e seus efeitos sobre a validade do julgamento.
  • O livro analisa a legislação vigente?
    Sim. A obra examina a estrutura normativa da quesitação prevista no Código de Processo Penal e sua interpretação à luz da Constituição Federal.
  • Há estudo de jurisprudência relevante?
    Sim. O livro apresenta análise crítica de decisões judiciais importantes, incluindo o julgamento relacionado ao caso da Boate Kiss.
  • A obra possui abordagem voltada ao Tribunal do Júri brasileiro?
    Sim. Todo o conteúdo está direcionado ao funcionamento, à evolução histórica e aos fundamentos jurídicos do Tribunal do Júri no ordenamento brasileiro.

🏁 Conclusão

Uma referência para o estudo do Tribunal do Júri

A Problemática dos Quesitos no Tribunal do Júri reúne rigor científico, aprofundamento doutrinário e análise prática para oferecer uma compreensão abrangente sobre a função da quesitação e sua influência na legitimidade dos julgamentos pelo Tribunal do Júri. Publicada pela Editora Mizuno, a obra de Florence Rosa Faria dos Santos constitui uma valiosa fonte de pesquisa para quem deseja dominar um dos temas mais relevantes do Direito Processual Penal contemporâneo. Adquirir este livro é investir em conhecimento técnico atualizado, fundamentado e indispensável para a atuação profissional e o desenvolvimento acadêmico.

Florence Rosa Faria dos Santos

Advogada criminalista e fundadora da Escola Feminina de Criminalistas. Mestre em Direito Público pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduada em Direitos Humanos, Direito Constitucional, Ciências Criminais e Psicologia Forense. Professora de Processo Penal (UCAM, CERS, ESA/OAB e IAB), é autora e coautora de obras jurídicas. Integra, como membro consultora, a Comissão Nacional de Defesa do Júri da OAB e é Copresidente Nacional da UNAA. Dedica-se ao estudo do processo penal e à defesa das garantias constitucionais no Tribunal do Júri - tema desta obra, originada de sua pesquisa de mestrado.

Especificações do produto

  • Autor(es) Florence Rosa Faria dos Santos
  • AssuntoPenal e Processo Penal
  • Idioma Português
  • Edição 1
  • Mês Julho
  • Ano 2026
  • Marca Editora Mizuno
  • Tipo Impresso
  • Encadernação Brochura
  • Paginação 155
  • Formato 17x24
  • Comprimento (cm) 24
  • Largura (cm) 17
  • Altura (cm) 0,93
  • ISBN 9786561990875

Sumário

Sumário

CAPÍTULO 1

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO TRIBUNAL DO JÚRI NO BRASIL: DA PARTICIPAÇÃO POPULAR À CENTRALIDADE DA QUESITAÇÃO

1.1  Introdução

1.2  Fundamentos do Julgamento Popular e a Gênese da Quesitação

1.2.1  Os Antecedentes Romanos e a Votação por Quesitos

1.2.2  A Tensão Entre Civil Law e Common Law: A Quesitação Como Solução Brasileira

1.3  A Institucionalização do Júri no Brasil

1.3.1  O Código de Processo Criminal de 1832 e a Primeira Quesitação Brasileira

1.3.2  As Reformas e a Consolidação da Incomunicabilidade

1.4  O Debate Doutrinário: Críticos e Defensores

1.5  A Trajetória Constitucional do Tribunal do Júri

1.6  A Reforma de 2008 e a Quesitação Contemporânea

1.7  Considerações Parciais

CAPÍTULO 2

O MARCO NORMATIVO DA QUESITAÇÃO NO TRIBUNAL DO JÚRI

2.1  A Reforma de 2008 e a Redefinição das Fontes Normativas da Quesitação

2.2  A Pronúncia como Fonte Primária dos Quesitos

2.2.1  Natureza Jurídica e Função de Filtro

2.2.2  Requisitos de Fundamentação e Vinculação Quesital

2.3  A Estrutura Legal da Quesitação: O Conteúdo Normativo do Artigo 483 do Código de Processo Penal

2.3.1  Os Quesitos Obrigatórios: Materialidade, Autoria e Absolvição

2.3.2  Quesitos Sobre Causas de Diminuição, Qualificadoras e o Princípio da Correlação

2.3.3  Quesitos Especiais: Desclassificação e Tentativa

2.3.4  Requisitos de Clareza, Objetividade e Completude

2.4  Decisões Supervenientes Como Fonte Limitativa 

2.4.1  Vinculação do Juiz Presidente às Decisões Recursais

2.4.2  Impossibilidade de Renovação de Qualificadoras Afastadas

2.5  As Alegações das Partes Como Fonte Complementar 

2.5.1  Teses Defensivas e a Obrigatoriedade de Quesitação

2.5.2  Limites das Alegações Acusatórias

2.6  Síntese: O Marco Normativo da Quesitação

CAPÍTULO 3

A ESTRUTURA NORMATIVA DA QUESITAÇÃO: ANÁLISE DO ARTIGO 483 DO CPP

3.1  Arquitetura do Artigo 483 do CPP: Ordem Cogente e Lógica Decisória

3.1.1  Sequência Lógica Obrigatória dos Quesitos

3.1.2  Fundamentação Sistemática da Ordem: Impedimento de Contradições

3.1.3  Consequências Processuais da Inversão da Ordem Quesital

3.2  Quesitos Obrigatórios e Sua Função Sistemática 

3.2.1  Materialidade e Autoria: Pressupostos do Julgamento de Mérito

3.2.2  O Quesito Absolutório Genérico como Válvula Garantista

3.2.3  Quesitação das Teses Defensivas: Obrigatoriedade e Fundamentação

3.2.4  Desclassificações, Qualificadoras e Causas de Diminuição

3.3  Requisitos Formais e Materiais de Validade dos Quesitos

3.3.1  Clareza, Objetividade e Univocidade

3.3.2  Unicidade: Vedação aos Quesitos Compostos

3.3.3  Proposições Afirmativas e a Vedação a Construções Negativas

3.3.4  Linguagem Acessível Versus Precisão Técnico-Jurídica

3.3.5  Quesitos Prejudicados: Identificação e Não Submissão

3.4  A Quesitação como Instrumento Único de Formação da Decisão dos Jurados

3.4.1  Distinção Entre Quesitação e Atos Processuais Ordinários

3.4.2  A Quesitação como Elemento Constitutivo do Ato Decisório

3.4.3  Impossibilidade de Extração Válida da Vontade por Meio Diverso

3.4.4  Consequências Teóricas: Vícios Impedem Formação da Decisão

3.5  Barreira Linguística, Fadiga Decisória e Acesso Efetivo à Justiça

3.5.1  Jargão Técnico Versus Compreensão Popular

3.5.2  Complexidade Quesital e Risco de Decisões Aleatórias

3.5.3  A Necessidade de Tradução Jurídica sem Deformação Técnica

CAPÍTULO 4

A NATUREZA ABSOLUTA DAS NULIDADES QUESITAIS: DEMONSTRAÇÃO DOGMÁTICA, FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS E A CRÍTICA À JURISPRUDÊNCIA RELATIVIZADORA

4.1  Teoria Geral das Nulidades Processuais Penais 

4.1.1  Invalidade e Ineficácia: Formas e Atipicidade

4.1.2  Nulidades Absolutas e Relativas: Critérios Dogmáticos de Distinção

4.1.3  O Princípio Pas De Nullité Sans Grief e a Demonstração de Prejuízo

4.1.4  Nulidades que Comprometem a Formação do Ato Versus Nulidades Formais

4.1.5  Preclusão, Convalidação e Momento de Arguição: Regime Diferenciado

4.2  Demonstração Dogmática da Natureza Absoluta das Nulidades

4.2.1  A Quesitação como Meio Único de Extração da Vontade Decisória

4.2.2  Vícios Quesitais não Contaminam Decisão Existente: Impedem sua Formação Válida

4.2.3  Impossibilidade de Presunção ou Reconstrução da Vontade dos Jurados

4.2.4  Inaplicabilidade do Princípio Pas de Nullité Sans Grief às Nulidades Constitutivas

4.2.5  Distinção Entre Prejuízo à Parte e Prejuízo à Ordem Pública Processual

4.3  Crítica à Jurisprudência Relativizadora e o Caso Paradigmático da Boate Kiss

4.3.1  A Posição Relativizadora e Seus Fundamentos

4.3.2  Crítica Dogmática à Exigência de Demonstração de Prejuízo

4.3.3  O Caso da Boate Kiss: Reconhecimento da Natureza Absoluta pelo STJ

4.4  Fundamentos Constitucionais da Natureza Absoluta das Nulidades Quesitais

4.4.1  Soberania dos Veredictos (CF/88, art. 5º, XXXVIII, ‘c’)

4.4.2  Devido Processo Legal Substantivo e Quesitação Adequada

4.4.3  Direito ao Juiz Natural e Competência Validamente Exercida

4.4.4  Plenitude de Defesa e Quesitação das Teses Defensivas

4.4.5  Presunção de inocência e inversão do ônus da prova

4.5  Nulidades Quesitais, Acesso à Justiça e Garantismo Penal

4.5.1  Acesso à Justiça para o Acusado: Julgamento Válido como Direito Fundamental

4.5.2  Acesso à Justiça para os Jurados: Exercício Válido da Competência Constitucional

4.5.3  Acesso à Justiça para a Sociedade: Legitimidade Democrática do Júri

4.5.4  Garantismo Penal e o Reconhecimento de Nulidades Absolutas

4.6  Consequências Práticas do Reconhecimento da Natureza Absoluta

4.6.1  Regime Jurídico das Nulidades Quesitais Absolutas

4.6.2  Momento e Forma de Arguição

4.6.3  Efeitos da Anulação: Renovação Integral do Julgamento

4.6.4  Diretrizes Preventivas para o Juiz Presidente

Conclusão

Referências