Descrição do produto

O Juiz e o Robô - O uso da Inteligência Artificial Generativa no Espectro Decisional examina uma das questões mais relevantes para o Direito contemporâneo: até onde a inteligência artificial pode participar da atividade decisória sem comprometer a autonomia, a responsabilidade e a dimensão humana da jurisdição.

Escrita por Fernanda Antunes Marques Junqueira e publicada pela Editora Mizuno, a obra desenvolve uma abordagem interdisciplinar que aproxima Direito, filosofia, psicologia cognitiva e ciência da computação. Ao longo de seis capítulos, são analisados conceitos fundamentais de inteligência artificial generativa, riscos e potencialidades de sua utilização no sistema de justiça, experiências regulatórias, governança algorítmica, justiça preditiva e os fundamentos filosóficos da decisão judicial.

📜 Sinopse

A inteligência artificial generativa deixou de habitar o campo das especulações futuristas para se tornar uma realidade presente, capaz de transformar profundamente a forma como trabalhamos, decidimos e nos relacionamos com o conhecimento. No universo jurídico, seu avanço suscita questões inevitáveis: até que ponto algoritmos podem participar da construção das decisões judiciais? Quais são os limites éticos, jurídicos e democráticos dessa nova fronteira tecnológica?

Em O Juiz e o Robô, Fernanda Antunes Marques Junqueira conduz o leitor por uma instigante reflexão interdisciplinar sobre os impactos da inteligência artificial no exercício da jurisdição. A obra percorre a evolução histórica da tecnologia, seus fundamentos conceituais, aplicações no sistema de justiça, riscos inerentes à automação decisória, experiências regulatórias internacionais e os desafios da governança algorítmica.

Com sólido embasamento teórico e apurada sensibilidade humanista, a autora demonstra que, embora a inteligência artificial seja capaz de ampliar a eficiência, otimizar procedimentos e potencializar o acesso à justiça, ela não pode substituir aquilo que constitui a essência da atividade jurisdicional: a responsabilidade ética pela decisão, a prudência na interpretação dos fatos, a sensibilidade diante das singularidades do caso concreto e a capacidade genuinamente humana de atribuir significado à complexidade da experiência vivida.

Mais do que uma investigação sobre os avanços tecnológicos aplicados ao Direito, esta obra convida o leitor a refletir sobre os limites da automação, os desafios da preservação da autonomia humana e o futuro da jurisdição em uma sociedade cada vez mais mediada por algoritmos. Em um tempo marcado pela transformação digital, reafirma-se a convicção de que a tecnologia pode servir à justiça, mas o ato de julgar permanece, em sua essência, uma responsabilidade irrenunciavelmente humana.

📌 Tópicos Abordados

  • Inteligência artificial generativa e Direito
  • O futuro da jurisdição na era digital
  • Cognição humana versus cognição algorítmica
  • Inteligência artificial no sistema de justiça
  • Automação, transparência e accountability
  • Riscos das alucinações algorítmicas
  • Vieses, opacidade e fundamentação das decisões
  • Marcos regulatórios internacionais e nacionais
  • Justiça preditiva e governança algorítmica
  • Ética, democracia e direitos fundamentais
  • O papel do juiz diante das novas tecnologias
  • A preservação da humanidade no ato de julgar

🔍 Detalhes Essenciais do Livro

Em O Juiz e o Robô - O uso da Inteligência Artificial Generativa no Espectro Decisional, o leitor acompanha desde as origens históricas e conceituais da inteligência artificial até questões contemporâneas como opacidade algorítmica, ausência de accountability, vieses, alucinações de IA, proteção de dados sensíveis e o chamado black box dilemma.

A obra também apresenta uma análise comparativa de experiências regulatórias do Reino Unido, Nova Zelândia, União Europeia, Itália e Brasil, além de estudar os limites epistemológicos da compreensão computacional, a hermenêutica jurídica na era da IA e propostas relacionadas à regulação de seu uso pelo Poder Judiciário.

🎯 Público-Alvo

Para profissionais e estudiosos das transformações do sistema de justiça

O livro é indicado especialmente para magistrados, membros do Ministério Público, advogados, pesquisadores, professores, estudantes de Direito e profissionais interessados na interface entre Direito, inteligência artificial e tecnologia.

Também oferece conteúdo relevante para quem pesquisa processo decisório, inovação no Poder Judiciário, governança algorítmica, direitos fundamentais, ética tecnológica e os impactos da automação sobre a interpretação e aplicação do Direito.

❓ Perguntas Frequentes (FAQs)

Perguntas Frequentes sobre O Juiz e o Robô

  • O livro aborda o uso da inteligência artificial nas decisões judiciais?
    Sim. A obra analisa as possibilidades, os riscos e os limites da utilização da inteligência artificial generativa no sistema de justiça e na formação da decisão judicial.
  • Quais riscos da inteligência artificial são analisados?
    Entre os temas estudados estão opacidade algorítmica, vieses, ausência de accountability, alucinações de IA, riscos à imparcialidade, fundamentação das decisões e proteção de dados sensíveis.
  • O livro apresenta experiências regulatórias internacionais?
    Sim. A obra examina modelos e experiências do Reino Unido, Nova Zelândia, União Europeia e Itália, além da experiência regulatória brasileira.
  • A justiça preditiva é abordada no livro?
    Sim. Há um capítulo dedicado à justiça preditiva, à governança algorítmica e ao futuro da jurisdição.
  • O conteúdo trata apenas de aspectos técnicos da inteligência artificial?
    Não. O estudo é interdisciplinar e relaciona tecnologia a Direito, cognição humana, filosofia, hermenêutica, ética, democracia e direitos fundamentais.

🏁 Conclusão

Uma reflexão essencial sobre tecnologia, decisão e responsabilidade humana

O Juiz e o Robô - O uso da Inteligência Artificial Generativa no Espectro Decisional oferece fundamentos para compreender como a inteligência artificial está transformando o sistema de justiça e quais limites devem orientar sua utilização em atividades decisórias.

Ao combinar análise jurídica, tecnológica, filosófica e cognitiva, Fernanda Antunes Marques Junqueira contribui para uma compreensão crítica da relação entre algoritmos e jurisdição, sem perder de vista a responsabilidade humana que sustenta o ato de julgar.

Publicada pela Editora Mizuno, a obra constitui uma leitura relevante para quem deseja acompanhar, estudar e compreender os desafios jurídicos e éticos da inteligência artificial aplicada ao Judiciário. Adquira seu exemplar e aprofunde-se em um dos debates centrais para o futuro da jurisdição e do Direito.



Fernanda Antunes Marques Junqueira

Doutora em Direito e Processo do Trabalho Contemporâneo pela Universidade de São Paulo; Mestre em Direito Material e Processual do Trabalho pela Universidade Federal de Minas Gerais; Visiting Scholar pela Washington College of Law; ex-intern pela United States District Court of Maryland; Autora de obras; capítulos de livros e artigos publicados em revistas especializadas; Juíza do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quarta Região; Vice-Diretora da Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da Décima Quarta Região; Juíza Auxiliar da Presidência.

Especificações do produto

  • Autor(es) Fernanda Antunes Marques Junqueira
  • AssuntoCivil e Processo Civil
  • Idioma Português
  • Edição 1
  • Mês Setembro
  • Ano 2026
  • Marca Editora Mizuno
  • Tipo Impresso
  • Encadernação Brochura
  • Paginação 112
  • Formato 16x23
  • Comprimento (cm) 23
  • Largura (cm) 16
  • Altura (cm) 0,67
  • ISBN 9786561990622

Sumário

Sumário

Introdução

Capítulo 1

Noções Introdutórias Sobre a Inteligência Artificial Generativa: Conceitos, Aplicações e Avanços

1.1  A origem e a singularidade cognitiva do Homo Sapiens

1.2  As raízes históricas da inteligência artificial: da neurociência à computação

1.3  Afinal de contas, o que é inteligência artificial?

1.3.1  Aprendizado de máquina e a cognição algorítmica

1.3.2  A inteligência artificial generativa e os novos horizontes da cognição automatizada

Capítulo 2

A Inteligência Artificial Generativa no Sistema de Justiça: Potencial Transformador e Riscos Inerentes

2.1  Os aspectos positivos da utilização da inteligência artificial no sistema de justiça

2.2  Os riscos do emprego desmedido da inteligência artificial no sistema de justiça

2.2.1  Opacidade Algorítmica

2.2.2  Ausência de accountability algorítmica

2.2.3  Vieses Cognitivos e Algorítmicos

2.2.4  Riscos à imparcialidade e à fundamentação

2.2.5  Fragilidade de proteção a dados sensíveis 

2.2.6  AI Hallucinations

2.2.7  O dilema da caixa-preta (the black box dilemma)

Capítulo 3

Marcos Regulatórios da Inteligência Artificial no Sistema Judiciário: uma Análise Comparativa

3.1  A experiência regulatória do Reino Unido

3.2  O marco regulatório neozelandês 

3.3  O marco regulatório da União Europeia

3.3.1  A inteligência artificial no Projeto DigitalJustice@2030 da União Europeia

3.3.1.1  Marco regulatório: o Artificial Intelligence Act e a mitigação de riscos

3.3.1.2  Infraestrutura de dados e interoperabilidade: o European Legal Data Space

3.4  A legislação italiana sobre o uso da inteligência artificial 

3.5  A experiência regulatória brasileira

Capítulo 4

Direito, Cognição e Ciência da Computação: uma Análise Interdisciplinar

4.1  A teoria do sistema dual do processo cognitivo 

4.2  O papel das heurísticas no processo decisório

4.3  Inteligência artificial, inferência estatística e a intelecção jurídica: limites epistemológicos da compreensão computacional

Capítulo 5

A Hermenêutica e a Máquina: Fundamentos Filosóficos da Decisão Judicial em Tempos de Inteligência Artificial

5.1  Fundamentação filosófica e epistemológica da decisão judicial a partir do pensamento gadameriano

5.1.1  A decisão judicial como evento interpretativo: Dworkin, Ricoeur e o diálogo com a tradição

5.1.2  Os limites éticos da decisão algorítmica

5.2  O uso da inteligência artificial na formação decisional:  alguns casos práticos

Capítulo 6 

Justiça Preditiva, Governança Algorítmica e o Futuro da Jurisdição 

6.1  Justiça preditiva e governamentalidade algorítmica

6.2  O futuro da jurisdição: entre a técnica e o espírito

6.3  Proposta de regulação constitucional e infraconstitucional do uso da inteligência artificial no Poder Judiciário

6.4  Epílogo: a sentença como ato ético e existencial

Conclusão

Referências