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Descrição do produto

O STF e a Transformação do Direito do Trabalho - Da Proteção Constitucional ao Trabalhismo Disruptivo, é uma obra essencial para compreender os impactos das decisões do Supremo Tribunal Federal na configuração contemporânea do Direito do Trabalho brasileiro.

Escrito por Fabiano Fernandes Luzes e publicado pela Editora Mizuno, o livro examina, com profundidade acadêmica e rigor crítico, a passagem de um modelo constitucional voltado à proteção social do trabalho para uma lógica marcada pela individualização das relações laborais, pela racionalidade econômica e pela redefinição dos limites da tutela trabalhista.

A obra se destaca por propor a categoria de “trabalhismo disruptivo”, oferecendo ao leitor uma chave interpretativa relevante para analisar o atual cenário jurídico, institucional e democrático das relações de trabalho no Brasil.

📜 Sinopse

A trajetória do Direito do Trabalho brasileiro sempre esteve vinculada à tentativa de equilibrar uma relação estruturalmente desigual. A Constituição de 1988 elevou esse compromisso a um novo patamar, conferindo densidade normativa e centralidade axiológica à proteção do trabalho. Entretanto, transformações econômicas, institucionais e interpretativas vêm tensionando esse modelo. O protagonismo do Supremo Tribunal Federal, nesse cenário, revela-se decisivo não apenas na resolução de conflitos, mas na própria redefinição das bases do sistema trabalhista. Ao desenvolver a categoria de “trabalhismo disruptivo”, o autor busca oferecer uma chave interpretativa para a compreensão sobre o deslocamento progressivo de um paradigma coletivo-protetivo para uma lógica individualizante e orientada por critérios de eficiência. A obra não se limita à crítica. Ao evidenciar os fundamentos e os efeitos desse processo, abre espaço para o debate sobre consequências e alternativas possíveis, reafirmando a importância de um Direito do Trabalho comprometido com a dignidade humana e com a preservação de um mínimo civilizatório.

📌 Tópicos Abordados

  • Direito do Trabalho
  • Constitucionalismo Civilizatório Trabalhista
  • Trabalhismo Disruptivo
  • Informalidade
  • Efeitos Exolaborais
  • Teoria da Captura
  • Racionalidade Decisória
  • Democracia

🔍 Detalhes Essenciais do Livro

O STF e a Transformação do Direito do Trabalho examina a atuação da Suprema Corte brasileira em matéria trabalhista, articulando fundamentos constitucionais, teoria jurídica, análise institucional e reflexão social. A obra permite compreender como decisões judiciais podem influenciar não apenas a aplicação das normas trabalhistas, mas também a própria arquitetura de proteção social construída a partir da Constituição de 1988.

Enfoque constitucional e institucional

O livro aborda o Direito do Trabalho como dimensão essencial dos direitos fundamentais sociais, analisando os impactos da informalidade, da reforma trabalhista, da racionalidade decisória e das interpretações constitucionais sobre a proteção do trabalhador. Ao tratar do STF, o autor propõe uma leitura crítica sobre os efeitos das decisões da Corte na democracia material e no papel civilizatório do trabalho.

Diferencial da obra

O grande diferencial está na formulação do conceito de trabalhismo disruptivo, utilizado para explicar o deslocamento progressivo de um modelo protetivo, coletivo e constitucionalizado para uma lógica mais individualizante, flexibilizadora e orientada por critérios de eficiência econômica.

🎯 Público-Alvo

Para quem esta obra é indicada

A obra é indicada para advogados trabalhistas, magistrados, membros do Ministério Público do Trabalho, professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação, servidores da Justiça do Trabalho e profissionais que atuam ou pesquisam temas relacionados ao Direito do Trabalho, Direito Constitucional, Supremo Tribunal Federal, reforma trabalhista, direitos sociais e democracia.

Também é uma leitura relevante para quem deseja compreender, com maior profundidade, os rumos do Direito do Trabalho brasileiro diante das transformações institucionais e interpretativas contemporâneas.

❓ Perguntas Frequentes (FAQs)

  • O livro analisa decisões do STF em matéria trabalhista?
    Sim. A obra examina criticamente o protagonismo do Supremo Tribunal Federal na redefinição das bases do sistema trabalhista brasileiro.
  • O que significa “trabalhismo disruptivo”?
    Trata-se de uma categoria desenvolvida na obra para compreender o deslocamento de um paradigma coletivo-protetivo para uma lógica individualizante, flexibilizadora e orientada por critérios de eficiência.
  • A obra aborda a Constituição de 1988?
    Sim. A Constituição Federal de 1988 é um dos pontos centrais da análise, especialmente quanto à proteção constitucional do trabalho e aos direitos fundamentais sociais.
  • O livro trata da reforma trabalhista?
    Sim. A obra dialoga com os efeitos da reforma trabalhista e com os processos de informalização, flexibilização e reinterpretação do sistema protetivo laboral.
  • A leitura tem enfoque apenas teórico?
    Não. Embora tenha forte base acadêmica e constitucional, o livro também oferece reflexões práticas sobre os impactos das decisões judiciais e das transformações institucionais no Direito do Trabalho.

🏁 Conclusão

O STF e a Transformação do Direito do Trabalho é uma leitura indispensável para quem busca compreender como o Supremo Tribunal Federal vem influenciando a evolução, os limites e os desafios do Direito do Trabalho no Brasil.

Com abordagem crítica, fundamentada e atual, Fabiano Fernandes Luzes oferece ao leitor uma análise consistente sobre proteção constitucional, trabalhismo disruptivo, democracia e dignidade humana. Publicado pela Editora Mizuno, o livro reúne elementos relevantes para qualificar o debate jurídico e ampliar a compreensão sobre o futuro das relações de trabalho.

Para profissionais e estudiosos que desejam aprofundar sua visão sobre o papel do STF na transformação do Direito do Trabalho, esta obra representa uma escolha técnica, estratégica e altamente pertinente.



Fabiano Fernandes Luzes

Juiz do Trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 01ª Região - RJ. Doutorando em Direito do Trabalho e Previdenciário pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Mestre em Sociologia e Direito pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Pós-Graduado em Gestão Financeira de Empresas pela Universidade Estácio de Sá. Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal Fluminense-UFF.

Especificações do produto

  • Autor(es) Fabiano Fernandes Luzes
  • AssuntoTrabalho e Processo do Trabalho
  • Idioma Português
  • Edição 1
  • Mês Junho
  • Ano 2026
  • Marca Editora Mizuno
  • Tipo Impresso
  • Encadernação Brochura
  • Paginação 530
  • Formato 16x23
  • Comprimento (cm) 23
  • Largura (cm) 16
  • Altura (cm) 3,18
  • ISBN 9786561990318

Sumário

Sumário

Introdução

 

Capítulo 1

O Constitucionalismo Civilizatório Trabalhista a Partir de 1988

1.1  A construção de um arranjo civilizatório pautado no reconhecimento de vínculos formais de emprego como elemento central de dignificação 

1.1.1  A estrutura principiológica que subsidia o Direito do Trabalho

1.1.2  Os elementos fático-jurídicos que caracterizam a existência do vínculo trabalhista

1.1.3  A existência de elementos e conceitos estruturais ao trabalho

1.2  O elemento trabalho inserido na esfera dos Direitos Humanos 

1.3  O alcance do constitucionalismo civilizatório trabalhista em 1988

1.3.1  A construção de um sistema regulatório trabalhista 

1.3.2  A estruturação organizacional e financeira do arcabouço sindical brasileiro

1.3.2.1  A esfera organizacional sindical

1.3.2.2  A capacidade de produção normativa autônoma pelos sindicatos

1.3.2.3  A possibilidade constitucional do exercício de autotutela sindical através do direito de greve 

1.3.2.4  Um pensar crítico sobre o modelo sindical

1.3.3  A Justiça do Trabalho como locus para a negociação de impasses no interior da relação de trabalho 

 

Capítulo 2

O Disruptivo Trabalhista com a Reforma de 2017

2.1  O rompimento do pacto civilizatório: informalização das relações de trabalho e fratura dos conceitos clássicos

2.1.1  O reflexo da informalização sobre a Principiologia Trabalhista

2.1.2  O reflexo da informalização sobre os elementos fático-jurídicos

2.1.3  O reflexo da informalização sobre os elementos e conceitos estruturais ao trabalho

2.2  A captura do sistema de proteção dos direitos dos direitos sociais

2.3  A reforma trabalhista de 2017 e a concretização do trabalhismo disruptivo 

2.3.1  A desconstrução de um sistema regulatório trabalhista

2.3.2  A desestruturação do tripé de sustentação do arcabouço sindical brasileiro

2.3.3  O afastamento do fato social trabalho da Justiça do Trabalho

2.4  As consequências exolaborais decorrente deste movimento em curso 

 

Capítulo 3

A Construção do Racional Decisório no Interior do Supremo Tribunal Ferderal

3.1  Dos fatores que viabilizam a atuação do STF

3.2  Da dinâmica formal da estruturação decisória

3.3  Da relativização da colegialidade: os impactos da atuação monocrática no resultado dos julgamentos

3.3.1  Da atuação monocrática extra autos

3.4  Dos critérios e elementos que norteiam a produção de decisões judiciais

3.4.1  Dos modelos de abordagem decisória

3.4.2  Dos elementos que podem limitar a produção de decisões

3.4.3  Do reflexo do dissenso na formação de decisões 

3.4.4  Do utilitarismo consequencialista decisório e da Análise Econômica do Direito

3.5  Dos elementos de fragilização da legitimidade das Cortes quanto às suas decisões

 

Capítulo 4

STF e um Olhar Opaco Sobre o Direito do Trabalho: um refletir crítico sobre as decisões da corte constitucional brasileira

4.1  Da imposição de um não acesso à justiça laboral

4.1.1  Da estruturação de uma sistemática de fechamento de portas ao Poder Judiciário Trabalhista

4.1.2  Limitação pelo viés individual

4.1.3  Limitação pelo viés coletivo

4.1.4  Limitação pelo viés da restrição de competência

4.2  Da lógica de individualização relacional, da ideologia desregulamentadora introjetada e da racionalidade econômica às avessas: um diálogo entre os modelos brasileiro e estadunidense imposto pelo STF

4.3  Da contradição protetiva da democracia material através de sua perspectiva participativa

 

Conclusão

 

Referências